// entrevista: Márcio Cavalcante

Torcedor tricolor, Márcio Cavalcante idealizou e dirigiu "Bahêa Minha Vida" | Foto: Divulgação

Márcio Cavalcante é baiano de Feira de Santana, tricolor, Série A e pai de uma menina. Em 2009, uma conversa com amigos rendeu a ideia de fazer o filme que promete emocionar a “Torcida de Ouro” do Esquadrão de Aço – Esporte Clube Bahia. A dois meses da estreia oficial do filme, em agosto deste ano, Márcio fala do processo de produção de “Bahêa Minha Vida”, filme que homenageia o time baiano, e adianta a possibilidade de que o longa seja exibido fora do Brasil: Canadá, Angola e Europa estão entre os cotados.

Como surgiu a ideia de fazer um longa-metragem sobre o Bahia?
O ponto motivador foi a torcida. A ideia surgiu em 2009, num papo informal com amigos, onde o mote da conversa era a força e o apoio que a torcida dava para o time, mesmo estando na série B e num longo jejum de títulos. Lembro que alguém soltou o insight “esta paixão é coisa de cinema”. Bastou isso para que eu me debruçasse para estruturar argumento e roteiro.

A ideia do filme sempre foi tentar entender o porquê de tanto amor da torcida do Esporte Clube Bahia. Será que existe explicação? Partindo deste motivo, buscamos todos os envolvidos que fizeram esta história de paixão: jogadores, técnicos, jornalistas, historiadores, celebridades, especialistas e, principalmente, a estrela maior: a torcida. São relatos apaixonados de uma torcida especial, que permeia os 80 anos de existência do clube. Foram mais de 110 entrevistados, 300 horas de imagens e quase três anos de realização, do roteiro à tela do cinema.

Diante de uma torcida apaixonada, difícil não encontrar apoio. Mas, como foi a seleção dos personagens, das pessoas que deram depoimentos?
A parte mais extensa e delicada de um filme como este é o processo de pesquisa. Tivemos que mergulhar na história desta torcida e em todos os fatores que foram relevantes para a sua formação. Neste universo de 80 anos encontramos fatos e histórias fantásticas do clube que casam com histórias e fatos pessoais de alguns torcedores. Encontramos torcedores na arquibancada, nas páginas dos jornais, nos livros, na internet e também fomos encontrados por eles, através da rede social.

Maior parte das filmagens foi feita em Salvador | Foto: Divulgação

Como foi a receptividade dessas pessoas para fazer o trabalho?
A receptividade da torcida foi total, é muito bom falar de uma paixão, essa foi a sensação que tivemos. Tivemos uma adesão muito boa também da imprensa, dos ex-jogadores, técnicos e principalmente das celebridades. Todos tinham muito orgulho de demonstrar o seu amor ou queriam relatar parte da história em que vivenciou.

Quanto tempo durou as filmagens?
As filmagens iniciaram em dezembro de 2009 e encerraram em fevereiro de 2011. Foram compostas de entrevistas de profundidade, reconstituições e filmagem dos jogos, geralmente voltadas para a torcida e não para o campo.

O filme foi todo rodado em Salvador ou você partiu também para outros locais?
Gravamos a maior parte em Salvador, mas também buscamos especialistas, historiadores, jornalistas, ex-jogadores e torcedores em outras cidades. No mês de janeiro deste ano, fomos ao Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Porto Alegre, Belo Horizonte e Vespasiano, cidade de Minas Gerais.

Você é tricolor? Qual a sensação de concluir um trabalho que certamente será recebido com emoção pela torcida eleita como “Torcida de Ouro”?
Sou, sim, tricolor, como quase toda a equipe que trabalha no filme. A sensação é de estar realizando uma obra de arte que, além de homenagear esta torcida especial, tenta entendê-la. Uma torcida única, na fé de sempre acreditar na glória, por mais que em alguns momentos ela pareça ser impossível, única por sempre estar presente, independente da situação, única por ser pacífica e por gostar de torcer, gostar de ver, do espetáculo que causa nas arquibancadas.

Bahêa Minha Vida estreia em agosto

Quando será a estreia de “Bahêa, Minha Vida”?
O filme estreará em agosto deste ano. Será exibido inicialmente na Bahia, nos cinemas do Grupo Orient. Serão 90 minutos de pura emoção, indicado para qualquer pessoa que gosta de futebol, independente do time que torce. A paixão futebolística é universal.

Há perspectiva de que o filme seja exibido fora do Brasil?
Existe já negociação para que o filme seja exibido no Canadá, Angola e Europa, no circuito comercial e no circuito artístico. Estaremos participando dos principais festivais internacionais a partir de outubro.

Assista ao Making Off do trailer de “Bahêa Minha Vida”:

Assista ao trailer de “Bahêa Minha Vida”

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