// o Interlúdio em 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

4.329 filmes foram submetidos ao Festival de Cinema de Cannes de 2012. Este blog teve 25.000 visualizações em 2012. Se cada visualização fosse um filme, este blog teria o poder de seis Festivais de Cinema!

Clique aqui para ver o relatório completo

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As virgens juramentadas da Albânia

A notícia da morte da jovem indiana estudante de medicina, de 23 anos,
vítima de estupro coletivo em um ônibus de Nova Délhi no dia 16 de
dezembro, me fez lembrarvoutra espécie de “crime” sexual de que tomei
conhecimento essa semana.

Um parêntese: a capital indiana Nova Délhi é recordista de crimes sexuais
entre as principais cidades da Índia, com um estupro a cada 18 horas. É
como se 41 mulheres fossem estupradas por mês na cidade. Achou muito?
Salvador registra quase isso também todos os meses: em 2012, a média variou
de 30 a 40 atos de violência sexual por mês.

Fecha parênteses. O número de estupros em Salvador é um assunto a ser
tratado com mais cuidado depois. O que eu chamo de violência sexual, de
gênero, é o que acontece há anos na Albânia, região do Balcãs, sudeste europeu.

O artigo de Claudia Belfort, em seu blog ‘Sinapses’, no Estadão, começa assim:
“Responda em dois segundos se esse retrato é de um homem ou de uma mulher.
Responda em outros dois segundos se a pessoa fotografada parece viva ou morta”.

Virgens_JillPeters

A mim, ambas parecem vivas. E parecem também dois homem. Mas com a decisão e a serenidade que só poderiam ser encontradas em uma mulher – que me desculpem os rapazes. E, a propósito, sim, são mulheres!

São remanescentes de uma tradição rara na Albânia, ditada pelo Kanum, um código de honra que vigorou até o início do século XX e que limitava a liberdade das mulheres. Em suma: às senhoras, apenas o direito (dever?) de cuidar da casa e dos filhos. Nada de trabalhar, dirigir, beber, fumar, ter herança e – pasmem – cantar.

A não ser… que se declarassem homens e se transformassem em tal, com direito a um voto público de virgindade e celibato. Foi o que muitas fizeram. Hoje, há pouco mais de 100 mulheres chamadas “virgens juramentadas da Albânia”. E essas mulheres, cá, do alto do meu humilde entendimento, são também vítimas de uma violência: em seus direitos, suas escolhas e convicções enquanto seres humanos, simplesmente.

Elas são tema de um documentário que está sendo produzido pela fotógrafa norte-americana Jill Peters. As duas fotos, antes belas e agora surpreendentes, são da autoria de Peters e integram o documentário. Leia na íntegra o artigo de Claudia Belfort aqui.

// o herói, o safadão e a caixa transparente com dois Lulas de pelúcia

07-todosEste não é um post sobre o STF, o mensalão ou o famoso Caixa Dois. É sobre o primeiro show / ensaio para o público do segundo álbum solo do Dado Villa-Lobos, ‘O Passo do Colapso’. O guitarrista, cantor e compositor Dado fez uma coisa massa hoje (15), a seis dias do (fatídico) fim do fundo: um ensaio transmitido ao vivo através do seu site oficial, que funcionou como apresentação do seu mais novo trabalho e festa de fim de ano da “firma”, como ele mesmo disse!

Agora vem o título do post: no estúdio Rockit, no Jardim Botânico do Rio, onde o ensaio aconteceu, Dado recebeu músicos amigos e alguns personagens “ilustres”: um boneco de pelúcia do ex-presidente Lula, máscaras do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, e do ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu. Para completar, uma caixa transparente com mais dois bonecos do Lula dentro, a que chamou de “Caixa Dois”.

Antes de começar oficialmente o ensaio, Dado anunciou ao público internauta: “As pessoas podem escolher quem vai usar a máscara do nosso herói nacional, o Joaquim Barbosa, e do grande safadão José Dirceu”. E foi assim durante toda a transmissão: o Dado tava, realmente, P… da vida com o Dirceu e o Lula.

Dentre as músicas tocadas na transmissão que durou certa de uma hora, a primeira foi ‘Colapso’, do disco novo. O set list seguiu com ‘Brilho de Gente que Faz Brilhar’ (Beto Callado), ‘Filho’, uma releitura de ‘Son’ (Scott Weiland), ‘Beleza Americana’ (Laufer e Fausto Fawecett), ‘Tudo bem’ (Marcelo Guimarães), ‘Overdose Coração’ (Laufer e Fawcett), ‘Quando a Casa Cai’ (Nenung) e, para encerrar, a música que dá nome ao segundo álbum, ‘O Passo do Colapso’, parceria entre o próprio Dado e Nenung.

Um ensaio marcado pela qualidade musical e por escolhas primorosas do Dado Villa-Lobos. E, claro, por uma certa ‘timidez’ de quem estava lá no estúdio, conversando com internautas “que a gente não vê” hehehe Poucos erros, muita música legal e uma ideia que, a gente espera, se repita por aí! Parabéns, galera! Foi muito legal!

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// amor de buzu é assim

eu_amo_o_amor_do_onibus_i_o_onibus_do_onibus_cartao_postal-p239558392635812827envli_400Marcamos pontualmente às 8h15 na Graça. No começo, era aquela ansiedade, sem saber se ele vinha, se não vinha, se ia dar certo ou não. Será que ia me dar um bolo? Será que ia me tratar como uma qualquer e me deixar em pé, na fila, esperando um lugar vago? Não. No começo, não foi assim. Foi lindo!

Aquilo da primeira vez virou rotina. Nos encontrávamos todos os dias às
8h15 e dávamos um passeio matinal, até agradável. A gente se divertia! Música no volume máximo, um livro de vez em quando… A habilidade dele em correr pelas ruas; a minha, de me segurar nele para não cair. Até rolavam uns amassos nas curvas da vida. Eram as mil maravilhas.

Mas… homens! Com o tempo, relaxou. Começou a deixar a pontualidade de lado e, confesso, com o meu orgulho no chão, que eu continuava esperando. Todos os dias, as 8h15, eu estava lá, no mesmo local. Passados 20 ou 30 minutos, tinha que me contentar com o irmão gêmeo, o que se sempre quebrava meu galho.

Seis meses de relacionamento e nosso amor já havia esfriado. Ele não comparecia mais como no início, às vezes virava para o lado e dormia, ou então ia muito devagar, só para me contrariar. Me indignei. Era muita falta de respeito, então comecei a passar a perna nele. Não chegava na hora? Eu pegava outro… e outro… e outro… até chegar onde eu desejava.

Oito meses de namoro e nossa relação estava insustentável. No início do mês, ele até se esforçava – eu acho – para ser como no começo. Pontual e atencioso, divertido. Mas não durava. A sensação que eu tia era que ele andava me trocando por outra, ou que já tinha cansado mesmo.

Um ano e um mês. Cheguei à triste conclusão de que a nossa relação só dura por conta dos outros, a quem recorro eventualmente. Prefiro não saber das traições dele: o que os olhos não vêm, o coração não sente, é o que dizem…

Mas sabem como é essa relação de dependência, né? A gente cansa, chora, briga, se desgasta. Os amigos dizem que está na hora de acabar, de trocar o óleo. Mas como pôr fim a uma relação de tanto tempo, tantas alegrias, por conta de uns pequenos atrasos? (Tá, grandes atrasos!!).

Mudei de ponto, mudei de preço, mudei de estratégia, mudei de horário. Tudo mudou na nossa relação, mas uma única coisa permanece neste um ano e um mês: a minha necessidade crônica, a minha dependência como o ar que eu respiro, do miserável do 1137, Pernambués-Barra, de segunda a sexta, às 8h15.

Ass,

Otária da Silva Sauro

// meninos, por quê?

malu-de-bicicleta-livro-mulher-abertoGanhei ‘Malu de bicicleta’ há uns seis meses. Quando minha amiga colocou ele na lista-de-coisas-a-vender-por-conta-da-mudança-pra-Europa, logo me inscrevi na fila. Não comprei, ela me deu. Me empolguei por dois motivos. Primeiro, porque gente que anda de bicicleta gosta de coisas que tenham bicicleta pelo meio. Segundo, porque os dois livros que já tinha lido do Marcelo Rubens Paiva me dominaram. Aí coloquei ‘Malu de Bicicleta’ na gaveta e esperei o momento oportuno.

Ele chegou há três dias, em 8/12. Li 42 páginas em uma sentada (no buzu, porque minhas sentadas de leitura têm se desenrolado no PeBa (Pernambués-Barra) de cada dia. Depois li mais 60. E depois mais 40. E mais 30. Depois mais 20. E 10… Foi dando pena de acabar. Mesmo.

Não é que a história de um galinha inveterado seja dos assuntos que mais prendem a minha atenção. É que a narrativa do Marcelo Rubens Paiva é uma coisa do outro mundo. De Marte, eu acho. É por isso que eu vim aqui dizer isso: eu podia tá matando, eu podia tá roubando, mas eu tava lendo, no buzu, um livro excelente. E vim aqui dizer pra vocês, se não for pedir demais, lerem também.

Mas assim. Se vocês têm o espírito da senhora minha mãe, que gosta de filme tipo comédia romântica made in Hollywood, melhor não. O Luiz, protagonista desta trama dividida em três atos, é até bem divertido. Mas não escapa da imbecilidade que acomete, infelizmente, um número consideravel do público masculino. Ô gente, não tô aqui posando de feminista ferrenha com o sutiã em chamas nas mãos, não, tá?

É só que… ai, homens! Por quê, né? Não vou falar mais nada a respeito porque quero servir de boa alma e indicar um livro bom pras pessoas lerem. Se eu contar, perde a graça, né? Até comentei isso no Twitter, mencionando o próprio Marcelo. Mas ele não respondeu: nem me xingou, nem me deu um retweet, nem me disse nada. Solenemente ignorou quando eu disse o seguinte:

“Acabo de ler (devorar) ‘Malu de Bicicleta’, do @marcelorubens. Aí penso: homens, por quê?”

Avaliando direito essa declaração, acho até que ele faz bem em não se manifestar. Se sou eu lendo, bem ia pensar que tava me referindo ao próprio… Dei mole =/

3.424 páginas

Depois de uma longa temporada de quatro anos lendo teorias do jornalismo,
rádio, TV, impresso, revista, internet, semióticas da vida, me propus uma
meta. Tímida, modesta, mas ainda assim uma meta: ler 12 livros em 2012.
Podem me dar os parabéns, o ano nem acabou e já estou começando o 13º da
temporada! \o/\o/\o/

Confesso a minha preguiça crônica em escrever resenhas de livros, mas acho
que posso fazer indicações em poucas linhas do que eu andei lendo no ano do
– dito – fim do mundo! Foram 12 livros, de gêneros, estilos e autores
diferentes: 3.424 páginas de muita diversão e, ainda bem – ótimas escolhas!

Nesse período, substituí somente um livro da meta: abandonei ‘A Relíquia’,
de Eça de Queiróz, e coloquei no lugar ‘Corredor Polonês’, de Alfredo Sirkis. E
vamos à lista:

1. E tem outra coisa… – Eoin Colfer – 368 páginas
Terminei em 24/3
Acho que esse é o menos legal de todos os 12 livros da lista. ‘E tem outra coisa…’ é um projeto de continuação da série ‘O Guia do Mochileiro das Galáxias’, de Douglas Adams. No começo é chato e dá vontade de desistir, tamanha a diferença dos textos de Colfer e Adams. Mas do meio para o final, o autor entra no espírito da coisa e o livro fica bem legal!

2. Minha querida Sputnik – Haruki Murakami – 236 páginas
Terminei em 28/3
Ouvi falar do livro – e do autor – lendo um conto em momentos de ócio de final de semana. Falavam tão bem, mas tão bem da obra do japonês Haruki Murakami que fui procurar ‘Minha querida Sputnkin’ no dia seguinte. Resultado: o livro é lindo, leve, bem escrito e daqueles que dá muita, mas MUITA pena de ver ele acabar. Lerei Murakami mais vezes!

3. Cem Anos de Solidão – Gabriel García Marquez – 286 páginas
Terminei em 15/4
Já havia tentado começar a ler ‘Cem Anos de Solidão’, mas o primeiro capítulo era uma coisa tão confusa que a minha preguiça mental não deixou continuar. Quando foi noticiado que Gabriel García Marquez sofria do Mal de Alzheimer, resolvi que estava na hora de ler ‘Cem Anos de Solidão’. E é, sem dúvida alguma, um dos melhores livros que já li na vida! Nunca vi tamanha criatividade e capacidade para compor um enredo com tantos personagens carregando os mesmos nomes, por exemplo.

4. Carne trêmula – Ruth Rendell – 280 páginas
Terminei em 3/5
‘Carne trêmula’ parece um pouco com ‘O Processo’, de Franz Kafka. A mesma capacidade de prender a atenção por situações absurdas e cruéis. Tudo o que há de pior – e melhor – no ser humano está inserido na obra que inspirou um dos principais filmes de Pedro Almodóvar.

5. Ronda Noturna – Sarah Waters – 490 páginas
Terminei em 28/5
Ouvi falar de ‘Ronda Noturna’ em um blog com indicações de autores. Sarah Waters é, realmente, espetacular. Ronda Noturna se passa na Londres da Segunda Guerra Mundial e reconta o cotidiano das pessoas através da ótica de uma motorista de ambulância que trabalhou durante a guerra. Muito bom mesmo!

 

6. Triângulo Rosa – Jean-Luc Schwartz – 184 páginas
Terminei em 5/6
Estava no consultório médico quando abri uma revista Istoé de 2010 e encontrei uma matéria sobre as memórias do último Triângulo Rosa da Segunda Guerra Mundial. Comecei a procurar e até me decepcionei quando comecei a ler. Como tenho muitíssima boa vontade, li até o final e até consegui simpatizar com o livro. Às vezes a narrativa é chata, mas a história do último homossexual sobrevivente da guerra vale a pena. Acho que o grande
problema, na verdade, está na tradução do alemão para o português.

7. A Sucursal – Biaggio Talento – 120 páginas
Terminei em 17/6
Para quem gosta de contar e ouvir histórias, o apanhado de situações inusitadas ocorridas durante os 30 anos da sucursal do Estadão na Bahia é uma ótima pedida. A seleção de Biaggio Talento rende boas risadas com histórias cômicas sobre animais, velórios, coberturas jornalísticas inesperadas e muito divertidas.

8. Reima – Dau Bastos – 384 páginas
Terminei em 28/7
Guardei esse livro por muito tempo antes de começar a ler, mas valeu a pena. ‘Reima’ tem uma narrativa excelente e bastante realista do cotidiano em uma favela do Rio de Janeiro. As relações humanas na comunidade através de diversos pontos de vista (a estrangeira que adorou o morro, a síndica do condomínio de classe média vizinho à favela; moradores da comunidade, honestos ou não; e até um dos líderes do tráfico no local) são o tema da obra de Dau Bastos.

9. Um copo de cólera – Raduan Nassar – 88 páginas
Terminei em 30/7
O livro é bem parecido com o filme e a sensação é que tudo acontece – mesmo! – de um fôlego só. ‘Um copo de cólera’ narra uma sucessão de absurdos para serem lidos de uma única vez, sem parar por mais de 24 horas.

 

10. A Ilha Roubada – Sandro Vaia – 180 páginas
Terminei em 13/9
O livro-reportagem de Sandro Vaia sobre os dias da blogueira cubana Yoani Sánchez é daqueles que dá vontade de escrever um também! hehe O livro fala do contexto político cubano através do ponto de vista de Yoani, censurada no país por falar sobre os problemas enfrentados pela população diante do governo de Fidel Castro.

 

11. A vida como ela é – Nelson Rodrigues – 536 páginas
Terminei em 4/11
Segundo minha mãe, Nelson Rodrigues já parece comigo. ‘A vida como ela é’ é um retrato da sociedade brasileira dos anos 70-80 (?), onde o cenário é a periferia do Rio de Janeiro. Rende ótimas risadas, mas algumas histórias tenebrosas também…

 

12. Corredor Polonês – Alfredo Sirkis – 272 páginas
Terminei em 27/11
Confesso que tive preguiça de começar a ler ‘Corredor Polonês’. O outro livro de Alfredo Sirkis que li, ‘Os Carbonários’, apesar de contar uma história real e maravilhosa, tinha uma narrativa péssima, um livro muito mal escrito e mais ainda mal revisado. ‘Corredor Polonês’ não sofre desse meu, mas Sirkis ainda faz gracinhas desnecessárias no meio da obra. No mais, é excelente pelo contexto político na Polônia socialista, no mesmo período em que o Brasil passava pelo regime militar.

21 anos sem Freddy Mercury: o que ele não viu

24 de novembro de 2012: hoje faz 21 anos que morreu Freddy Mercury, alma do Queen. O vocalista da banda britânica nos deixou aos 45 anos, vítima de uma broncopneumonia causada pela AIDS.

Para homenageá-lo, pensei em alguma coisa parecida com o Tumblr mais legal de todos os tempos, ‘Coisas mais novas que Oscar Niemeyer’!

Então, vamos a uma lista de coisas que o Freddy Mercury – feliz ou infelizmente – não viu acontecer:

1991: 
– Fim da União Soviética (25 de dezembro)

1992:
– ECO-92 (3 a 14 de junho)
– Impeachment de Collor (29 de dezembro)

1993:
– Fundação do Primeiro Comando da Capital, o PCC (15 de março)
– Plebiscito que definiu permanência do Brasil como República Presidencialista (21 de abril)
– Chacina da Candelária (23 de julho)
– Aperto de mãos histórico entre o primeiro ministro israelita, Yitzhak Rabin, e o líder da OLP, Yasser Arafat (13 de setembro)
– Nobel da Paz para Nelson Mandela (15 de outubro)
– Primeira clonagem de embriões humanos (25 de outubro)

1994: 
– Fim do embargo norte-americano ao Vietnã (3 de fevereiro)
– Nascimento de Justin Bieber (1º de março)
– Forças da ONU assume aeroporto de Sarajevo (7 de março)
– Morte de Ayrton Senna (1º de maio)
– Tetracampeonato brasileiro de futebol (17 de julho)
– Eleição de Fernando Henrique Cardoso (3 de outubro)
– Primeira viagem pelo Canal da Mancha (13 de novembro)
– Início da operação da internet no Brasil (20 de dezembro)

1995: 
– Terremoto de Kobe, no Japão (16 de janeiro)
– Controle do Afeganistão pelo Taliban (12 de fevereiro)

1996: 
– Reeleição de Boris Iéltsin, na Rússia (3 de julho)
– Morte de Ernesto Geisel (12 de setembro)

1997:
– Venda de 2,5 milhões de cópias em 48 horas do lançamento do Final Fantasy VII (31 de janeiro)
– Protesto do MST em Brasília contra FHC (15 de abril)
– Lançamento do primeiro livro da saga Harry Potter (30 de junho)
– Transmissão pela TV do funeral da Princesa Diana (6 de setembro)

1998:
– Lançamento do iMac (7 de maio)
– Lançamento do Windows 98 (25 de junho)
– Fundação da Google (4 de setembro)
– Prisão de Augusto Pinochet (16 de outubro)
– Morte de Tim Maia (15 de março)

1999:
– Massacre de Columbine (20 de abril)
– Morte de Dias Gomes (18 de maio)
– Estreia de ‘A Ameaça Fantasma’, episódio 1 de Star Wars (19 de maio)

2000: 
– Lançamento do The Sims (28 de fevereiro)
– Pedido de perdão do Papa João Paulo II pelos erros cometidos pela Igreja Católica (7 de março)
– 500 anos de Brasil (22 de abril)
– Sequestro do ônibus 174, no Rio de Janeiro (12 de junho)
– Prisão do juiz Nicolau dos Santos Neto (8 de dezembro)
– Eleição de George W. Bush (13 de dezembro)

2001: 
– Incêndio que destruiu estúdio do Xuxa Park (11 de janeiro)
– Lançamento da Wikipédia (15 de janeiro)
– Boato da doença da vaca louca (2 de fevereiro)
– Queda da Mir, estação espacial russa, no Pacífico (23 de março)
– Apagão no Brasil (5 de abril)
– Sequestro de Patrícia Abravanel (21 de agosto)
– Bombardeio às torres gêmeas do World Trade Center (11 de setembro)
– Fuga de 106 presos de Carandiru (26 de novembro)

2002: 
– Sequestro de Ingrid Betancourt (23 de fevereiro)
– Assassinato de Tim Lopes (17 de junho)
– Pentacampeonado mundial de futebol do Brasil (30 de junho)
– Morte de Chico Xavier (30 de junho)
– Naruto vai ao ar na TV (3 de outubro)
– Eleição de Lula (27 de outubro)
– Condenação do Maníaco do Parque a 260 anos de prisão (12 de dezembro)

2003: 
– Reeleição de Fidel Castro (6 de março)
– Prisão de Michael Jackson (20 de novembro)
– Morte de Jorge Laffond, a vera Verão (11 de janeiro)

2004:
– Criação do Orkut (19 de janeiro)
– Morte de Marlon Brando (1º de junho)
– Morte de Yasser Arafat (11 de novembro)

2005:
– Descoberta, no Egito, da suposta tumba de Tutankhamon (10 de março)
– Morte do Papa João Paulo II (2 de abril)
– Lançamento do Xbox 360 (12 de maio)
– Denúncia do Mensalão por Roberto Jefferson (6 de junho)
– Absolvição de Michael Jackson (13 de junho)
– Assassinato de Jean Charles de Menezes (22 de julho)
– Parceria entre Google e Nasa (29 de setembro)

2006:
– Publicação de caricaturas do profeta Maomé no jornal dinamarquês Jyllands-Posten (31 de janeiro)
– Visita de Dalai Lama ao Brasil (26 de abril)
– Tetracampeonato mundial de futebol da Itália (9 de julho)
– Lei Maria da Penha (7 de agosto)
– Plutão deixa de ser reconhecido como planeta (24 de agosto)
– Acidente com o voo 1907 da Gol (29 de setembro)
– Execução de Saddam Houssein por enforcamento (30 de dezembro)

2007:
– Morte de João Hélio (7 de fevereiro)
– Desaparecimento de Madeleine McCann em Portugal (3 de maio)
– Lançamento do Google Street View (25 de maio)
– Acidente com Airbuss da Tam (17 de julho)
– Posse de Cristina Kirchner na Argetina (11 de dezembro)

2008:
– João Henrique toma posse como prefeito reeleito de Salvador (1º de janeiro)
– Renúncia de Fidel Castro (19 de fevereiro)
– Posso de Raúl Castro (24 de fevereiro)
– Assassinato de Isabella Nardoni (29 de março)
– Morte de Dercy Gonçalves (19 de julho)
– Eclipse total do sol (1º de agosto)
– Morte de Eloá Cristina Pimentel (19 de outubro)

2009: 
– Posse de Barack Obama (20 de janeiro)
– Lançamento da Sonda Kepler (6 de março)
– Acidente com Air France 447 (31 de maio)
– Morte de Michael Jackson (25 de junho)
– Primeira morte por gripe suína no Brasil (29 de junho)
– Nobel da Paz para Barack Obama (9 de outubro)

2010: 
– Lançamento de Avatar nos cinemas (3 de fevereiro)
– Primeiro transplante de face (23 de abril)
– Prisão do goleiro Bruno, acusado de matar Elisa Samudio (7 de julho)
– Acidente prende 33 trabalhadores em uma mina no Chile (5 de agosto)
– Resgate dos 33 mineiros do Chile (13 de outubro)
– Eleição de Dilma Rousseff (31 de outubro)

2011: 
– Incêndio na Cidade do Samba (7 de fevereiro)
– Massacre do Realengo (7 de abril)
– Assassinato de Osama Bin Laden (1º de maio)
– Reconhecimento do casamento gay no Brasil (5 de maio)
– Erupção do vulcão chileno Puyehue (4 de junho)
– Renúncia de Antonio Palloci (7 de junho)
– Saída de Steve Jobs da presidência da Apple (24 de agosto)
– Acidente com Bonde Santa Tereza, no Rio de Janeiro (27 de agosto)
– Morte de Steve Jobs (5 de outubro)
– Condenação de Conrad Murray pela morte de Michael Jackson (29 de novembro)

2012:
– Fechamento do Megaupload (19 de janeiro)
– Corinthians campeão da Libertadores (4 de julho)
– Morte de Neil Armstrong (25 de agosto)
– Fim do mundo, será? (21 de dezembro)
– Desocupação de João Henrique da Prefeitura de Salvador (31 de dezembro)