// desilusão em r$ 35

A gastronomia envolve tragédias, catástrofes, micos e estômagos embrulhando. Juro! Dia desses, fui conhecer um pub novo pros lados da Pituba. Todo alterna-cult, com uma decoração pra lá de despojada, daquelas que enche a cabeça da gente de ideias.

Mas eu estava lá para comer, né? Vamos à comida. Cardápio cheio de nomes difíceis, mas nada que aparentasse ser ruim. Aliás, com a quantidade de gente que tinha lá, difícil acreditar que pudesse ter algo de ruim por lá. Os pratos das mesas ao lado, inclusive, elevavam a minha fome a níveis astronômicos.

Chamei o garçom, pedi uma sugestão e o rapaz, com jeito e cara de quem estava no ramo há pouquíssimo tempo, deu uma puxada na sardinha da casa: “Olha, todos saem muito, viu?” E ficou lá parado, sem dar sugestão nenhuma. Na falta de uma sugestão, resolvi pedir um filé mignon ao creme e molho de mostarda e grãos. Observem, CREME+MOSTARDA EM GRÃOS.

A fome batendo no teto, o calor subindo e eu lá, sonhando com aquele filé mignon maravilhoso, com creme e mostarda em grãos… Até hoje eu procuro a mostarda. De repente, chega o cidadão com o prato, muitíssimo bem apresentado, aliás, e põe em cima da mesa, sem dizer uma palavra sequer. Apenas deixou lá e saiu, como se já presumisse a reação das pessoas quando viam o que era o prato.

Primeiro: não localizei a mostarda, nem em molho, muito menos em grãos. O creme dava uma colher de sopa cheia, insuficiente para encarar o que vinha a seguir. Achei que tinha quiabo (aquela baba que só dá para encarar em caruru e só porque eu sou baiana). E, velho, como eu queria que aquilo fosse quiabo pra eu poder pedir para o prato voltar e trocar de aposta. O filé mignon, que dançava apetitoso na minha imaginação, esta cru. CRU! E o pior, não tinha uma vírgula que desse a entender que a comida era crua.

Engoli seco, respirei fumo, pedi um drink daqueles pesados, pra ajudar, e encarei o filé cru. Não era mal passado, era cru mesmo, chegou na mesa sem nem ter tomado conhecimento do que era fogo, chapa, forno, óleo, nada, nadinha. Comi, né? Aquela porção de tragédia gastronômica tinha custado R$ 35.

Até hoje eu não sei se foi o Cointreau com a vodka, a boa vontade ou o chef, mas o fato é que o filé cru não tava ruim. Tava até bom, na verdade. Mas, velho, aquilo era cru! Eu não tenho psicológico preparado pra carne crua.

// chuva e mar (ou ‘o bom filho à casa torna)

chuva na praia @ Mosqueiro, PAS, BrasilLá estava eu, ansiosa, contando os minutos pra uma merecida folga de 13 dias – TREZE! E fazendo planos: ir na praia, montar um varal de fotos na minha varanda, começar a dieta, virar estudante de verdade (sim, voltei pra faculdade e agora estudo História \o/), voltar a escrever nesse blog, abandonado desde a minha depressão pós-Copa. O primeiro desses planos aí listados incluía ir na praia com a minha amiga, colega e quase gêmea Amanda Palma.

Era o primeiro problema… Fazia uns oito meses que a gente tentava ir na praia, mas nunca dava certo. Simplesmente porque em todas as ocasiões em que Amanda fazia parte dos planos de curtir o Porto da Barra, chovia. Daquelas chuvas torrenciais, de durar o dia inteiro, ou simplesmente uma chuvinha leve, mas chata, suficiente para acabar com os planos.

Na última terça-feira a gente acordou cedo. Eu cá, no Centro, e ela de lá, em Brotas, olhamos pro céu: até tinha nuvens, mas o sol estava lá, brilhando! Vamos para a praia! Vestimos o biquíni, calçamos uma havaiana e pegamos o short e a camiseta mais velhinhos da gaveta. Era só um banho de mar, oras…

Minha gêmea chegou na minha casa e o céu começou a mudar. (Ah, é só um nuvem., vai passar…) Insistimos, pegamos um buzu e, já no pé da Ladeira da Barra, a maldição caiu sobre o Pituba R1. Uma chuva daquelas torrenciais, das que não encorajam a criatura nem a sair de dentro do ônibus. Eram 9h e, em apenas duas horas, São Pedro furou nossa terça-feira de sol e mar, sombra e água fresca.

Fomos para o shopping, abrigo mais próximo… A sensação é que a gente tinha acabado de sair da guerra. Aquele shortinho e camiseta tirados do fundo da gaveta afastavam os vendedores, ninguém dava a mínima pra nossa tentativa desesperada de se livrar daquela havaiana molhada, jogando lama nas pernas. E o biquíni por baixo da roupa, naquela chuva? O jeito foi trocar de roupa, comprar uma sapatilha e curtir a manhã olhando vitrines… É, só olhando mesmo.

Foto: Clarissa Pacheco

Quarta-feira, Porto da Barra | Foto: Clarissa Pacheco

Como toda miséria parecia pouco, decidimos ir para casa – a praia já estava frustrada mesmo… A surpresa foi um sol brilhando no céu, cena que só durou o tempo suficiente para fazermos novos planos de ir à praia depois do almoço. O céu se carregou de nuvens cinzas, daquelas de anoitecer o dia no meio da tarde.

Senti que a maldição da chuva na praia só ia largar do nosso pé quando a gente enfrentasse aquela provação de um dia nublado debaixo de um sombreiro, com direito até a uma garoa fina. A resposta veio ontem, quarta-feira, dia de sol brilhando, céu azul, sem nuvens no céu. A insistência valeu, viu, São Pedro? #chupa

// #tevecopa

mosaico_#tevecopaÉ, velho, teve Copa! Ah, e COMO teve! E pena que acabou… Teve história pra contar, teve a Fonte dos gols, onde a bola tinha um carinho e uma atração toda especial pelas redes. Teve alemão vestindo o manto tricolor, teve Angela Merkel tomando banho de folha – e garantindo a taça, ora pois! Teve a Laranja Mecânica holandesa invadindo Salvador e com certeza teve muito holandês se esbaldando na cerveja laranjinha…

Teve colombiano ocupando a Bahia sem grandes motivos aparentes e teve até promessa envolvendo David Luiz. Teve muuito grito, quase teve desmaio e teve emoção com a vitória sofrida sobre o Chile. Teve choro, teve tremedeira, teve até suicídio no Nepal. E teve vexame… 10 gols, dois jogos, PQP =/

Pois é… Teve 7×1 da Alemanha pra cima da Amarelinha… teve piada, teve gente xingando, teve Neymar jogando pôquer – é, teve Zúñiga quebrando a vértebra do nosso craque com uma joelhada.

Teve Irã x Bósnia, teve muçulmanos voltados pra Meca – ou, se alguém preferir, pra Fonte Nova, dá na mesma. Teve Espanha x Holanda, e teve 5×1. Teve Alemanha x Portugal, e um belo 4×0. Teve França x Suíça e teve europeu choramingando, por pouco tempo, no Pelourinho.

Teve Estados Unidos x Bélgica e teve americano, como nunca se viu antes, sofrendo por futebol. Teve vitória na prorrogação e teve gente (eu!) reclamando de não ver pênaltis na Fonte… Ah! Teve Holanda de novo, teve Costa Rica, teve Navas… teve a Laranja Mecânica fazendo outro tapete no Pelô!

Teve piada, teve zueira, teve bolão, teve Argentina na final! Ah, mas teve Alemanha campeã! Só não teve Brasil no pódio, nem com medalha no peito. Mas teve Brasil à frente da França, Espanha, Portugal, Itália… A gente trabalha com o que tem, né?

O melhor de tudo, desculpem os hermanos, é que não teve Papa Chico, não teve Sorin, Maradonna, não teve torcida de Neymar por Messi, nem Mick Jagger com boné da Alemanha, nem adiantou a cara feia dos argentinos. Teve foi vitória na prorrogação, argentino chorando na arquibancada e o elenco da Argentina fazendo o que não sabe no final do jogo: perdendo. Teve Messi arrancando a medalha, isso sim é vergonha… Acharam mesmo que iam levar a Copa aqui dentro?

Teve futebol, teve Costa Rica nas quartas, teve Navas treinando com bola de tênis, pô! Teve Copa, a nossa Copa, a Copa das Copas! E teve, e vai ter ainda, muita, mas muita história pra contar! Teve hashtag #tatendocopa pra caralho!

// “ela grita”

neighbours_by_Monocolour_photosSe eu tenho vizinhos? Tenho. Não vivo isolada do mundo. E tenho janelas, também. Mas não tenho vizinhos observáveis da janela, por uma mera questão geográfica: minha janela, hoje, dá vista a um belo tapume branco com detalhes vermelhos. Há de se justificar, portanto, porque é que eu fico igual a criança deslumbrada quando ganho poucos minutos de observação da vida de estranhos pela janela.

Da janela do 106, estiquei as palmas das mãos debaixo de uma fina garoa de verão, dessas que chegam sem avisar e vão embora do mesmo jeito, sem tirar nem por. Em frente, um sobrado meio rosa, meio desbotado, com um pequeno jardim na parte da frente, separado da calçada por um pequeno portão.

Uma mulher, jovem, vestida de branco – não era a “Mulher de Branco” que assombrou meia Bahia que tem mais ou menos a minha idade, mas era sexta-feira, na Bahia – abriu a porta de madeira cinza às 22h42, sem nem acender as luzes. Deu dois passos, abriu o pequeno portão – dos mesmos que figuram nas casas de bairros populares das novelas das 21h. Começou a chutar qualquer coisa que, na minha mente de criança deslumbrada, poderia ser um sapo, um rato, uma barata ou uma macumba. Na verdade, um saco plástico transparente e completamente vazio.

Voltou, desta vez mais perto do portão. E mais dois pontapés. “Ok, agora é um sapo”, pensei. Não, era um pedaço de papel, quem sabe um bilhete. Entrou, fechou o portão, acendeu um cigarro quando o meu relógio marcava 22h47. Dois tragos e a mulher de branco acabou com a minha contemplação. Entrou, fechou a porta, manteve as luzes apagadas, para o meu total e completo desapontamento. Me voltei uns 30º à esquerda:

– Você tem vizinhos loucos.

– A mulher da frente? Ela grita…

Nesse dia, silenciosa, Heloísa, como vou chamá-la, não gritou. Nem um pio.

// Mais 5k: Circuito das Estações Adidas – Etapa da Primavera

2013-10-06 08.22.29Quando eu disse que esse negócio de virar atleta ia ser levado a sério, ficou todo mundo rindo =P Mas, aqui do alto (ou baixo, sei lá), do meu status de Arena Multiuso/Bombril  – descrição que o amigo da academia me fez semana passada, ao saber que eu já nadei, já fiz vôlei, já encarei campeonato estudantil de handball, hoje pedalo, corro e corro mais ainda pra conseguir voltar ao boxe depois de uma lesão -, tenho a declarar que fiz hoje a minha primeira prova do Circuito das Estações Adidas. Corri na primavera soteropolitana (!) – e isso existe, gente? Taí, gostei!

Circuito novo, novos ares, amigos na prova e tempo mais curto: baixei 8 minutos com relação à última corrida, do Circuito da Longevidade, no mês passado \o/. Apesar de a vista da orla da Barra ser mais agradável, gostei do circuito novo: os 5k corridos a partir do Jardim de Alah parecem muito mais fáceis de encarar do que a bendita subida do Cristo da Barra. E cheguei a algumas outras constatações:

1. Correr ouvindo só a própria respiração é o vento é mais fácil do que imprimindo um ritmo pela batida de uma música, por exemplo. Sempre corro com música, mas hoje esqueci o fone…

2. A pista mais larga e a visualização de quase todo o circuito ajudam o psicológico – E MUITO!

Terceira prova. Já pode pedir música no Fantástico? =D

Terceira prova. Já pode pedir música no Fantástico? =D

3. A distinção por pelotões também é positiva. Você não fica achando que é o único muito atrás e dá para perceber se o seu ritmo está mais ou menos condizente com o dos demais colegas de pelotão. P.S. Quase fui parar no Pelotão Quênia (Elite), depois que a moça me entregou o número de peito trocado na entrega do kit. Essa eu queria ver! =P

4. Participei, pela primeira vez, do aquecimento coletivo. Medo de cansar antes. Não, foi massa!

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Equipe mista: eu, Jornal Correio*; Marcos Casé e Marcelo Campos, Jornal A Tarde

5. Jornalistas andam adotando a corrida como modalidade preferida. Encontrei pelo menos 15 colegas no circuito, todos esperando terminar a prova em menos de 1h. Era a minha ideia também, mas fechei a conta em 38 minutos, cravados!

As próximas corridas de rua em Salvador acontecerão nos dias 3/11 (Eco Run) e 8/12 (Circuito das Estações Adidas – Verão). As duas provas estão com inscrições abertas aqui e aqui. Let’s run!

// vou virar atleta, #tôdizendo =P

Mont RunComeçou com o tênis. Colorido e escandaloso, como quase todo tênis de corrida. Depois, com o short mais confortável. Aí veio o percurso. E a cena tosca da minha pessoa contando os obstáculos: “Vou correr até a terceira lata de lixo, depois ando até o ponto de ônibus e aí corro de novo até o quarto poste”.

2013-08-04 08.48.07A meta era participar da corrida de 5km da Meia Maratona da Caixa, que aconteceu no último dia 21 de julho. Treinei, mas não deu e acabei adiando a ‘estreia oficial’ para duas semanas depois. Para falar a verdade mesmo, cá na minha condição de atleta de fim de semana, imaginei que, entre trechos correndo e outros caminhando, levaria duas horas para completar o percurso mais curto.

Pronto, já podem morrer de orgulho: completei, ontem, a minha primeira prova em exatos 40 minutos e 30 segundos: quase exatamente a metade do tempo da primeira colocada. Às 8h40, lá estava eu, esbaforida, morrendo mas nem tanto assim, cruzando a linha com o número de peito 37148! \o/\o/\o/

2013-08-04 09.02.40A primeira prova oficial foi a Corrida da Esperança. O trajeto: Barra-Ondina-Barra (a tal da ida e volta no circuito Barra Ondina do Carnaval).

O que eu tenho a dizer sobre começar a correr? É tipo começar a andar de bicicleta, ou aprender a nadar, ou apenas um jeito de olhar pro mar lindo da Baía de Todos os Santos pelo menos três vezes por semana. É muito bom e é viciante! Recomendo e convido: vai descer?

// da arte de embarcar um bonsai no aeroporto de guarulhos

2013-08-02 19.16.13Tô ouvindo aqui o chiclete mais legal do universo – Bicho de Sete Cabeças -, mas é pura coincidência. Não foi tão bicho de sete cabeças assim. A parte pior é a prática diária: eu, que não tenho capacidade, talento, aptidão e afins para cuidar de nada que seja vivo, além de mim, adotei um bonsai.

(É. Aquela miniatura de árvore que precisa tomar seis horas de sol por dia, ficar com a terra minimamente úmida e, pior, ser podada com certa destreza para não ficar que nem o meu cabelo está agora – medonho).

Pois bem. Adotei Josafá. Vou contar aqui a odisseia para embarcar Josafá – paulistano – para Salvador. Tudo isso em homenagem ao primeiro mês do meu cut-cut como membro da família de matos variados na varanda!

2013-07-03 07.07.09Tudo começou há exatos 30 dias. Saía eu completamente carregada de releases pesados, quilos de papel, canetas, uma bolsa, uma pasta e vários envelopes da quarta ou quinta coletiva de imprensa da manhã no Seminário Nacional 2013 Transpúblico, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), em São Paulo.

O ombro “barriado” – em bom baianês – da criatura já pedia socorro quando uma moça sorridente, que trabalhava pela Volvo, me estende um bonsai. É, um bonsai, devidamente acomodado em uma caixinha de papel reciclado, com uma abertura na frente, pra plantinha poder respirar em paz.

Primeira reação: 2 segundos que completo choque. Segunda reação: olhinhos brilhando de amor pela minha arvorezinha ❤ Passei no guarda volumes e deixei tudo que era possível antes de ir almoçar. Aí começou MESMO a saga de Josafazinho.

2013-07-03 18.25.18Meu bonsai – e o das colegas Joviana, Fernanda e Karina – chegou ao hotel por volta das 18h. Fui jantar e acabei deixando a criaturinha abandonada no quarto. Voltei pensando em todas as estratégias possíveis para levar Josafá de volta ao seminário – junto com minha bolsa, minha mochila, todos os press kits, uma pasta e um notebook – e depois para o aeroporto de Congonhas, depois Guarulhos e, finalmente, trazê-lo são e salvo para Salvador.

Tudo em vão. Tratei de tirar da manga os meus outros quatro braços e trazer tudo. Só para apimentar o negócio, eu queimava de febre e mal me mexia por conta de uma laringite, já que baiano não aguenta frio abaixo de 21ºC…

Às 17h, no Aeroporto de Congonhas, atravessei todo o saguão emburrando um carrinho de bagulhos diversos e abraçada com Josafá. Era capaz de perder tudo, até as calças, menos a minha arvorezinha, né? Andei à incrível velocidade de 1km/h e, depois de uma longa espera por um buzu, cheguei em Guarulhos às 20h, para o voo das 22h05.

Aí a viagem de Josafá começou assim, no balcão do ckeck-in da Gol:

– Moooooço (depois de despachar tudo que eu achava válido ir pro bagageiro e com os dentes, definitivamente, na rua), tem alguma restrição quanto a levar um bonsai no avião?

2013-07-04 16.48.00O moço, todo sorridente:

– Óóó, que lindo! Não tem, não. Mas faz o seguinte: corre lá no raio-x logo, porque se o pessoal disser que tem problema, você volta aqui que a gente dá um jeito!

Saio eu, cínica, sem peso, levando a bolsa e Josafá, pro raio-x. Claro, já esperando aquele treco apitar como se não houvesse amanhã e com o espírito preparado pra ficar nua. E foi, tipo, amor à primeira vista:

– Senhora, é um bonsai? *-*

– É sim… tem alguma restrição?

– Nãoooo, não… É que é lindo! *-* *-* *-* Onde foi que você comprou?

– Eu ganhei.

– OH, MEU DEUS, QUE LINDO!! Boa viagem, senhora! *-*

É, tive que compartilhar o amor de Josafá com as moças todas do raio-x. Andava com Josafá pela sala de embarque e todas as pessoas me olhavam como se eu fosse louca. Mas embarquei com Josafazinho no meu colo. Entrei no avião rouca e desci, à 0h50, completamente muda.

2013-07-07 12.22.08

Tentei pegar um táxi usando o modo convencional de comunicação, mas não deu. Com esse nível de bronze que eu carrego, tive que aguentar o taxista achar que eu, além de muda, eu fosse gringa. Escrevi num papel o endereço e desembarquei em casa. Tá ali, na varanda, lindo, verdinho, fortinho, fazendo aniversário!