// agora é a cores

Parece mesmo que o Gigante finalmente decidiu acordar. A Geração Cola-Cola finalmente levantou, prova disso são as manifestações contra a alta no preço do transporte público em São Paulo.

Mas as cenas registradas pela imprensa e pelos próprios manifestantes, infelizmente, parecem uma versão a cores das manifestações de quase 50 anos atrás, durante o regime militar brasileiro. É triste ver que, enquanto o povo luta por direitos, a truculência da polícia continua a mesma. Ou pior…

– A Cores I:

imprensa 1

Rodrigo Paiva

– A Cores II:

calabouço1

Fábio Braga– A Cores III:

carro1

Adriano Lima– A Cores IV:

casal1

Carlos Anizzeli– A Cores V:

Tropas combatem passeata

Eduardo Knapp– A Cores VI:

mulheres1

Rodrigo Soares– A Cores VII:

povo1

Daniela Souza

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// ‘me chame de bonitão!’

Foto: Clarissa PachecoQuem não acredita que Deus é pelos inocentes, é porque nunca inventou de fazer um documentário fotográfico na entrada de uma boca de fumo – sem saber que era uma boca de fumo, é claro. E também nunca fotografou o cacique do lugar ¬¬

Tava lembrando da falta de noção do perigo que a gente tem em muitas ocasiões e isso me lembrou a minha falta de noção do perigo e de senso geográfico há uns cinco ou seis anos.

Segundo semestre de jornalismo da faculdade, recebemos – e eu a minha dupla dinâmica – a incumbência de fazer um fotodocumentário sobre catadores de lixo em Salvador.

Como todo bom universitário, sqn, deixamos para fazer o serviço na última hora, na véspera da entrega da primeira versão do negócio. Atravessamos a rua com uma câmera na mão e fomos fazer fotos. Como era de se prever, o nosso maravilhoso trabalho não valeria meio ponto no dia seguinte.

E o dia que eu conheci o ‘bonitão’ começou mais ou menos assim:

– Moço, onde você entrega essas latinhas que você pega aqui na praia?
– Na Gamboa…
– Hummm, na Gamboa…
– É
– Valeu, moço!

E fomos nós para a Gamboa. A de Baixo, não a de Cima. E aí começa a nossa aventura. Marcamos o encontro no Elevador Lacerda, porque a gente sabia que a Gamboa era por ali, mas não sabia exatamente onde. E fomos subindo, final da manhã, um sol de rachar, um calor do inferno.

– Ô, amigo, bom dia, onde é a Gamboa?
– Subindo aí.

Mais uns metros:

– Moço, bom dia, onde é a Gamboa?
– Subindo…

Mais outros metros:

– Amigo, com licença, onde é a Gamboa?
– A de cima ou a de baixo?
– Hum, é onde os catadores entregam material.

O homem olha estranho pra gente, meio pensando que estava na frente de duas loucas:

– A de baixo. É depois do MAM, olhe, cuidado, viu?
– Valeu!

Mais uns outros bons metros e dois policiais parados na porta do MAM. Nós duas suando as bicas:

– Gente, bom dia, com licença. Onde é a Gamboa?
– A de cima ou a de baixo?
– A de baixo.

Os policiais olham pra gente de cima a baixo:

– Vocês já foram lá?
– Não.
– E vocês têm certeza que vocês vão?
– Err… temos 😀
– Então entrem aí no primeiro buraco que vocês acharem no muro, mas NÃO desçam.
– … Beleza, massa. Valeu, gente!

Ah, a inocência… Vem descendo um cara sem camisa, boina na cabeça, piercing de libélula usado como brinco na orelha esquerda, empurrando um carrinho de mão cheio de garrafas pet.

– Ei, moço! Bomdiacomlicençatudobem?
– Oi, lindas! Digam aí.

Explicamos a nossa ladainha inteira, somosestudantesdejornalismoestamosfazendoumfotodocumentáriosobrecatadoresdelixoeagentequeriaconversar, pode ser?

– Pooooode, linda! Olhe, meu nome é Jurandir, eu cato lata lá na praia, na Barra e trago pra cá todo dia, 20 horas de trabalho, peso, calor, pouco dinheiro. Onde eu eu moro? Lá em Cajazeiras, minha filha, loooooonge…

Jurandir contou a ladainha dele toda e o nosso papo, que era a três, foi ganhando corpo. Apareceu Geraldo de um canto, um rapaz que mal ficou por lá e não lembro o nome de outro.

E aí apareceu o bonitão:

– Digaí, o que é que tá pegando?
– Não, véi, as meninas tão fazendo um trabalho de faculdade sobre catador de lixo e tá tirando umas fotos aqui da gente com o material! A gente vai sair na foto, véi!!

Bonitão me olhou com cara de muitos amigos – quase todos barra pesada – mas com jeito de quem tinha ido com a minha cara. Para falar a verdade, eu até fui com a cara do bonitão também. Num surto de sanidade, antes de apontar a câmera para bonitão, perguntei se podia fazer uma foto dele virada pro mar. E ele:

– Pode tirar, mas não mostre minha cara, não, porque a gente só aparece no jornal quando acontece desgraça.

Tirei a foto das mãos de Bonitão. Achei pouco e ainda perguntei o nome. E ele respondeu, com um sorriso de orelha a orelha:

– Pode me chamar de bonitão, princesa!

gargalhadas gerais debaixo do sol de meio dia na Gamboa de Baixo, vista pra Baía de Todos-os-santos. Foi esse dia que eu virei a primeira-dama da Gamboa!

As outras imagens do fotodocumentário ‘Lixo Nosso de Cada Dia’ ficam aqui.

// galeria: gaby amarantos

Galeria

Esta galeria contém 17 imagens.

Salvador anda, felizmente, muito bem frequentada! Pelo menos em termos de visitantes. Gaby Amarantos fez um show fantástico ontem (15) na Concha Acústica do TCA. Casa cheia, muito tecnobrega e música sem preconceito na festa de aparelhagem! =D Veja aqui … Continuar lendo

// você está fazendo isso certo! (ou não…)

Especial Olimpíadas! Ok, estou oito dias atrasada e os vídeos nem são das olimpíadas de Londres. Mas estava eu passeando agora há pouco pelo Bombou na Web, na Érika Kokay, e lembrei de compartilhar umas coisas. Uns vídeos, umas fotos, uns pitacos, umas alfinetadas… Essas coisas. Tá entendendo, nada? Então, olha só:

Para começar, vamos ver dois vídeos: o desempenho da atelta australiana Michelle Jenneke, de 19 anos, nos 100m com barreiras, e o de um atleta chinês, de nome desconhecido, nos 110m, também com barreiras. Michelle correu – e venceu a bateria – este ano em Barcelona, na Espanha. Já o chinesinho trapalhão, disputou – e atrapalhou – a prova nos Jogos Universitários Chineses…

P.S. O aquecimento de Michelle, com direito a dancinhas, pulinhos, sorrisos e tchauzinhos para a câmera, deu à atleta o título de musa quase que instantaneamente 🙂

Agora, vamos aos momento Londres 2012 de verdade:

Esse é o Michael Phelps, nadador americano, dono de 22 medalhas olímpicas e maior atleta da história dos jogos, recebendo a medalha de prata nos 200m nado borboleta:

Essa é a mãe do Phelps, comemorando o ouro dele! Ooooops…

Viu o que dá um país disputar ouro e prata na mesma modalidade? Essas duas chinesinhas aí foram pra final do tênis de mesa e… adivinha? A Ning Ding, que ficou com a prata, não sabia se chorava ou se enforcava a Xiaoxia Li, que ganhou o ouro…

E por falar em decepção, a russa Victoria Komova ficou com cara de quem tava guardando o choro pra mais tarde quando foi receber a prata no individual geral da ginástica artística…

Aliás, já que estamos falando em ginástica, o cabelo dela tá bem mais bagunçado que o tão criticado cabelo da dona do ouro, a estreante americana Gabby Douglas. Entendeu nada tbm, né? Clica aqui pra ver o absurdo que passa na cabeça desse povo…

// lomografando

Quase dois meses depois, vai saindo do forno minha primeira experiência Lomo \o/\o/

A Holga 135 BC é a minha primeira câmera Lomo (saiba aqui o que vem a ser isso). Espero que primeira de algumas, porque gostei do resultado! Tentei misturar cores e fazer muitas sobreposições, para ver qual técnica ficava melhor (e descobri que o melhor resultado foi exatamente o do primeiro clique de todos):

Procurei acreditar na boa vontade de sol e que ele dificilmente me deixaria na mão, já que fotografei sem flash – e foi exatamente isso que aconteceu 😀

Da minha janela, consegui algo que não tinha feito ainda e que não esperava funcionar: uma foto da lua ainda ao entardecer, sem precisar mudar muito a abertura. A lente de plástico facilitou também a vinhetagem (saiba o que é isso), especialmente nas fotos feitas com a luz do sol.

Não experimentei luz artificial, mas gostei do efeito “velado” em uma foto em que a luz entrou um pouco pelas laterais da câmera (já haviam me alertado sobre isso, mas quis dar a cara pra bater mesmo assim hehe):

Fiquei satisfeita também com o resultado para retratos. É o que eu mais gosto de fazer em fotografia e experimentei uma única vez com a Holga: colorido perfeito, vinhetagem suave, mas presente e expressões capturadas sem muito “ruído”. Acho que a minha “cobaia” ajudou, assim como o ISO 400 do filme também.

P.S. Por falar em filme, não tá fácil encontrar… Só vejo filmes 36 poses, com ISO 400. Hoje, por acaso, achei um 200, mas me informaram na loja que é cada vez mais difícil encontrar… Vou acabar recorrendo aos rebobinados mesmo. E pretendo experimentar com filme PB em breve também. Aproveitar enquanto ainda tem… hehe

Veja mais fotos aqui 🙂