// #tevecopa

mosaico_#tevecopaÉ, velho, teve Copa! Ah, e COMO teve! E pena que acabou… Teve história pra contar, teve a Fonte dos gols, onde a bola tinha um carinho e uma atração toda especial pelas redes. Teve alemão vestindo o manto tricolor, teve Angela Merkel tomando banho de folha – e garantindo a taça, ora pois! Teve a Laranja Mecânica holandesa invadindo Salvador e com certeza teve muito holandês se esbaldando na cerveja laranjinha…

Teve colombiano ocupando a Bahia sem grandes motivos aparentes e teve até promessa envolvendo David Luiz. Teve muuito grito, quase teve desmaio e teve emoção com a vitória sofrida sobre o Chile. Teve choro, teve tremedeira, teve até suicídio no Nepal. E teve vexame… 10 gols, dois jogos, PQP =/

Pois é… Teve 7×1 da Alemanha pra cima da Amarelinha… teve piada, teve gente xingando, teve Neymar jogando pôquer – é, teve Zúñiga quebrando a vértebra do nosso craque com uma joelhada.

Teve Irã x Bósnia, teve muçulmanos voltados pra Meca – ou, se alguém preferir, pra Fonte Nova, dá na mesma. Teve Espanha x Holanda, e teve 5×1. Teve Alemanha x Portugal, e um belo 4×0. Teve França x Suíça e teve europeu choramingando, por pouco tempo, no Pelourinho.

Teve Estados Unidos x Bélgica e teve americano, como nunca se viu antes, sofrendo por futebol. Teve vitória na prorrogação e teve gente (eu!) reclamando de não ver pênaltis na Fonte… Ah! Teve Holanda de novo, teve Costa Rica, teve Navas… teve a Laranja Mecânica fazendo outro tapete no Pelô!

Teve piada, teve zueira, teve bolão, teve Argentina na final! Ah, mas teve Alemanha campeã! Só não teve Brasil no pódio, nem com medalha no peito. Mas teve Brasil à frente da França, Espanha, Portugal, Itália… A gente trabalha com o que tem, né?

O melhor de tudo, desculpem os hermanos, é que não teve Papa Chico, não teve Sorin, Maradonna, não teve torcida de Neymar por Messi, nem Mick Jagger com boné da Alemanha, nem adiantou a cara feia dos argentinos. Teve foi vitória na prorrogação, argentino chorando na arquibancada e o elenco da Argentina fazendo o que não sabe no final do jogo: perdendo. Teve Messi arrancando a medalha, isso sim é vergonha… Acharam mesmo que iam levar a Copa aqui dentro?

Teve futebol, teve Costa Rica nas quartas, teve Navas treinando com bola de tênis, pô! Teve Copa, a nossa Copa, a Copa das Copas! E teve, e vai ter ainda, muita, mas muita história pra contar! Teve hashtag #tatendocopa pra caralho!

// Mais 5k: Circuito das Estações Adidas – Etapa da Primavera

2013-10-06 08.22.29Quando eu disse que esse negócio de virar atleta ia ser levado a sério, ficou todo mundo rindo =P Mas, aqui do alto (ou baixo, sei lá), do meu status de Arena Multiuso/Bombril  – descrição que o amigo da academia me fez semana passada, ao saber que eu já nadei, já fiz vôlei, já encarei campeonato estudantil de handball, hoje pedalo, corro e corro mais ainda pra conseguir voltar ao boxe depois de uma lesão -, tenho a declarar que fiz hoje a minha primeira prova do Circuito das Estações Adidas. Corri na primavera soteropolitana (!) – e isso existe, gente? Taí, gostei!

Circuito novo, novos ares, amigos na prova e tempo mais curto: baixei 8 minutos com relação à última corrida, do Circuito da Longevidade, no mês passado \o/. Apesar de a vista da orla da Barra ser mais agradável, gostei do circuito novo: os 5k corridos a partir do Jardim de Alah parecem muito mais fáceis de encarar do que a bendita subida do Cristo da Barra. E cheguei a algumas outras constatações:

1. Correr ouvindo só a própria respiração é o vento é mais fácil do que imprimindo um ritmo pela batida de uma música, por exemplo. Sempre corro com música, mas hoje esqueci o fone…

2. A pista mais larga e a visualização de quase todo o circuito ajudam o psicológico – E MUITO!

Terceira prova. Já pode pedir música no Fantástico? =D

Terceira prova. Já pode pedir música no Fantástico? =D

3. A distinção por pelotões também é positiva. Você não fica achando que é o único muito atrás e dá para perceber se o seu ritmo está mais ou menos condizente com o dos demais colegas de pelotão. P.S. Quase fui parar no Pelotão Quênia (Elite), depois que a moça me entregou o número de peito trocado na entrega do kit. Essa eu queria ver! =P

4. Participei, pela primeira vez, do aquecimento coletivo. Medo de cansar antes. Não, foi massa!

2013-10-06 08.35.01

Equipe mista: eu, Jornal Correio*; Marcos Casé e Marcelo Campos, Jornal A Tarde

5. Jornalistas andam adotando a corrida como modalidade preferida. Encontrei pelo menos 15 colegas no circuito, todos esperando terminar a prova em menos de 1h. Era a minha ideia também, mas fechei a conta em 38 minutos, cravados!

As próximas corridas de rua em Salvador acontecerão nos dias 3/11 (Eco Run) e 8/12 (Circuito das Estações Adidas – Verão). As duas provas estão com inscrições abertas aqui e aqui. Let’s run!

// eu, clarissa p., 23 anos, condenada em 67 países

condenaçõesJá pensou se você, inocentemente, descobre aos 23 anos que poderia ter recebido 89 condenações por cinco crimes em 67 países diferentes no mundo – isso tudo sem nunca ter pisado em nenhum deles? Pois é. Um aplicativo criado pela Anistia Internacional me mostrou, apenas fazendo uma varredura no meu perfil pessoal no Facebook, que eu poderia, sim, ser uma criminosa de primeira linha, digna de ser espancada, torturada, chicoteada, violentada sexualmente, perseguida, mutilada, presa e, por fim, assassinada por grupos extremistas.

A ferramenta “Trial by Timeline” tenta mostrar as leis severas a que muitas pessoas ao redor do mundo estão subordinadas. A ferramenta não apenas diz o crime que você estaria cometendo com base nas suas publicações na rede, como também lista as possíveis punições e a quantidade de “motivos/oportunidades” que você teria dado para recebê-las.

A parte boa é que a minha “ficha criminal” não seria suficiente para que eu fosse decapitada, morta a tiros, por injeção letal, apedrejada, enforcada ou condenada a trabalhos forçados – UFA!

Mas muito do que eu faço hoje, no meu país, naturalmente, seria motivo de fúria em lugares como Montenegro, Argélia, Turcomenistão, Myanmar, Kuwait, Qatar, Irã, México, Paquistão, Bangladesh, Tanzânia e Indonésia, por exemplo. Lá, eu definitivamente não teria durado muito…

Vamos aos detalhes da minha ficha de criminosa-com-89-condenações-por-cinco-crimes-em-67-países. De acordo com informações colhidas no meu Facebook, poderia ser assim:

– Pelo simples fato de ser repórter, eu teria sido espancada em Montenegro, torturada no Turcomenistão, perseguida na Tanzânia e, finalmente, havia grandes chances de que eu fosse assassinada por grupos extremistas no México. É, no México, aqui pertinho… O crime: ENVOLVIMENTO COM A MÍDIA.

– Essa é a parte que eu não posso mudar. Simplesmente por ser mulher, eu teria sido espancada na Argélia, torturada ou até assassinada por grupos extremistas no Paquistão, mutilada na Indonésia e, pior, violentada sexualmente em Bangladesh. Meu crime: MEU GÊNERO.

– Ainda na parte machista das minhas condenações: pelo simples fato de ter curtido a página do seriado ‘Sex and the City’, no Facebook, eu poderia perfeitamente ter recebido as famosas chibatadas no Irã ou ter sido morta por extremistas do Qatar. O meu crime nesses dois países seria o mesmo: SEXO ANTES DO CASAMENTO.

– Somente a audácia de possuir uma conta no Facebook, aliás, poderia me colocar em maus lençóis. Em Myanmar, eu poderia sofrer tortura e ser presa por “EXERCER PACIFICAMENTE O DIREITO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO”.

– Por último: sabe aquela cervejinha do final de semana, aquela taça de vinho em casa, com os amigos, o bom e velho cravinho no Pelô ou o famoso Príncipe Maluco do Rio Vermelho? CONSUMIR ÁLCOOL é proibido para moças no Kuwait – onde eu seria presa ou até assassinada por extremistas – e no Qatar, que me aplicaria chibatadas.

sentence me

Tá bom, gente? Não tá, não. Para descobrir se você é um@ criminos@ tão perigos@ quanto eu, vai lá no site da Anistia Internacional.

// agora é a cores

Parece mesmo que o Gigante finalmente decidiu acordar. A Geração Cola-Cola finalmente levantou, prova disso são as manifestações contra a alta no preço do transporte público em São Paulo.

Mas as cenas registradas pela imprensa e pelos próprios manifestantes, infelizmente, parecem uma versão a cores das manifestações de quase 50 anos atrás, durante o regime militar brasileiro. É triste ver que, enquanto o povo luta por direitos, a truculência da polícia continua a mesma. Ou pior…

– A Cores I:

imprensa 1

Rodrigo Paiva

– A Cores II:

calabouço1

Fábio Braga– A Cores III:

carro1

Adriano Lima– A Cores IV:

casal1

Carlos Anizzeli– A Cores V:

Tropas combatem passeata

Eduardo Knapp– A Cores VI:

mulheres1

Rodrigo Soares– A Cores VII:

povo1

Daniela Souza

// rotina? que rotina?

natachy - vivniciusA falta de rotina é, sem dúvidas, uma das melhores coisas do jornalismo. É por isso que quando alguém me pergunta qual a minha rotina de trabalho, eu abro os dentes logo e digo:

– Não tenho!

Tem dias como ontem, em que eu cheguei em casa quando faltava menos de meia hora para já ser hoje, sacudindo meio quilo de terra de entulho, misturado com pó, cimento, barro, lama, com os dois olhos brigando para ficar abertos – se tivesse um terceiro, ele brigaria também -, ainda com o crachá pendurado no pescoço e com o corpo gritando duas coisas no meus ouvidos: BANHO, CAMA!!

Tem dias em que você passa o dia inteiro debaixo do sol, esperando acontecer o que não vai acontecer – ou que talvez aconteça, quando você não está mais lá esperando. E aí você volta, porque missão dada é missão cumprida – né não?!

Tem dias que você foge dos engarrafamentos como se eles pudessem ser driblados, só porque você precisa chegar. Às vezes, você chega. Às vezes, volta pra redação só com as reclamações dos motoristas que perderam o trabalho, a faculdade, um futebol, o médico, a entrevista de emprego. Tão ou mais frustrado que eles…

Tem dias que você aguarda confortavelmente em um sofá aconchegante, com a pauta na mão, para entrevistar o desembargador. E tem dias que você sai correndo e sobe numa árvore para resgatar a bendita pauta, que voou com a ventania.

Tem dias que você vai pra rua quando queria ficar na redação. Mas também tem dias em que você fica na redação, frustrado, achando que tudo tá acontecendo lá fora e você tá isolado no mundo, no alto de uma montanha, sem trenó e sem ninguém pra te tirar dali, por um longo inverso, gelado e rigoroso.

E tem dias que você fica na redação revirando documentos que você nunca tinha encostado uma vez na vida; descobrindo que o Código Penal tem 361 artigos, matando a curiosidade do que são os artigos que os presos dizem que estão enquadrados, já que eles não abrem a boca nunca para dizer que estão na cadeia por homicídio (121), por estelionato (171) ou por estupro (213), por exemplo.

Tem dias que você fica na redação descobrindo coisas que ninguém descobriu ainda, e acaba não usando. E tem dias que você fica sentado esperando um depoimento que para você é importante, mas para quem está dando, é uma espécie de tudo. E aí ele chega. E aí você descobre que não botar o pé na rua pode trazer gratas surpresas, e pode te deixar com a sensação de dever cumprido.

E aí você se sente como eu me senti quando conheci a história dessa moça, quando vi a coragem dela em quebrar o silêncio, quando vi que muita gente não tem coragem, mas que pode, sim, ter uma luz no fim do túnel.

É por isso que eu digo: a melhor rotina jornalística é a falta dela!

P.S. A moça literalmente correndo atrás da notícia na foto acima é a repórter Natachy Araújo, do Diário de Suzano (SP). A Foto foi publicada no blog ‘100 Comunicação’.

// diário de uma foliã de primeira viagem no Carnaval de Salvador

Cocobambu 2013Não, eu não costumo fugir do carnaval de Salvador. É que eu sempre passo o carnaval trabalhando, entrando de bloco em bloco, correndo de um lado pro outro, pendurada com meio quilo de crachás e gritando ÓÓÓÓÓ O GEEEEELO pra abrir caminho até o computador mais próximo! \o/\o/

Em 2013, já que o mundo não acabou mesmo, eu decidi virar foliã em um bloco no Circuito Dodô (Barra-Ondina) no segundo dia de carnaval. Eu sobrevivi:

Sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
8h40
O despertador toca avisando que eu tô em casa, presa no meio do circuito da folia, sem ter como pegar ônibus pra sair ou pra chegar, mas tenho que trabalhar. Levanto, como, ligo com computador e vou pro batente porque alguém tem que sustentar essa casa.

foice11h50
Levanto e passo pela sala. Encontro com a minha fantasia de diaba da morte (leia-se chifrinhos vermelhos e uma foice), que comprei para sair nos Mascarados, mas não deu certo. Sobe a raiva e começo a achar que é desaforo passar o carnaval em Salvador e não botar a cara fora.

12h10
começo a me articular para comprar um abadá – e descobro que o finado Orkut é o melhor lugar para isso. Depois de muuuuita procura, descubro que já existe uma espécie de “negociata” para comprar o abadá do Cocomambu no Iguatemi, por R$ 160. Faço todas as transações financeiras e vou no Shopping Barra (sim, no Shopping Barra) almoçar, já que na minha casa é difícil achar até uma hóstia…

12h50
Saio de casa e o primeiro taxista se recusa a me levar na Barra: “Não, moça, levei uma hora pra sair de lá, não volto, não”. Até entendo o rapaz e já começo a me preparar para ir andando, quando um taxista piedoso para e diz que me leva lá =D \o/\o/\o/

13h10
Desço do táxi na frente na entrada do Jardim Brasil, reduto dos cambistas, e sambo na cara do moço que queria me vender o abadá por R$ 200 😉

14h40
Depois de enfrentar uma fila indecente no supermercado para me abastecer de miojo até a próxima terça-feira, consigo outro táxi para voltar pra casa.

15h
Sento de volta na frente do computador para preparar uma entrevista.

17h
Tomo um banho, visto a minha maxi-fantasia de sapo e desço pro Farol da Barra, encontrar cozamigos que compraram meu abadá 😀

17h30
Encontro Claudjhenha Milk e o Cocobambu na altura do Barra Flat. Aqui começa a minha primeira experiência carnavalesca da vida…

Foto: Erica Almeida / Setur18h
Psy sobe no trio e começa a cantar Gangnam Style. Não dá pra explicar essa parte. Eu tava fazendo a dança do cavalinho igual a uma louca no Barra-Ondina e ninguém poderá me julgar por isso! xD

Foto: Erica Almeida / Setur19h
Já levei 850 empurrões, 745 pisões no pé, 43 pisões no tornozelo, 37 empurrões do moço do carrinho de cerveja, 32 tentativas de agarramento e 21 banhos de cerveja.

20h
O negócio começa a folgar na altura do Morro do Gato. Começa a ventar e a concentração de Galinhas Pintadinhas é grande… Fui jogada numa rodinha do agarramento e saí de lá sambando =P

20h05
Encontro o FDP do meu primo, que tinha sumido depois dos primeiros 20 minutos de bloco…

20h10
Perco o guri de novo, mas encontro o Rico Erick Issa com meio sapato sobrevivente. É, salvador é uma ervilha mesmo =D

22h
Acho a renca de amigos que deveria ter encontrado no começo do bloco, já praticamente no Beco de Ondina. Isso não é de Deus, viu?

22h10
Danço Largadinho pela quinta vez e Gangnam Style pela terceira, na altura do camarote de Claudjhenha Milk. Essa é a hora que a pessoa não vê mais nada que tá acontecendo ao redor.

Imagem: Reprodução | Correio*

22h30
Chego na Praça das Gordinhas, em Ondina, e ouço uns aplausos. Tem uma moça fazendo xixi numa rodinha, enquanto a bandeira do Bahêa serve de cortina. Mas um engraçadinho puxou a bandeira…

22h40
Começo a caminhada de volta pra Ladeira da Barra – não é brincadeira, é sério, isso!

22h50
Um maluco rouba a Carteira de Trabalho do meu amigo. É, tá fácil pra ninguém não…

23h30
Escapo de encontrar com a pipoca de Igor Kanário no Farol da Barra. Muito obrigada, meu Senhor do Bonfim, por ter me dito pra entrar na Marquês de Caravelas! =D


00h15
Sábado, 9 de fevereiro de 2013
fufu00h10
Avisto um isopor e compro uma Fanta. Bebo quase toda e deixo aquele “golinho” pra quando chegar em casa…

Me jogo no chão da sala, de braços abertos debaixo do ventilador, e juro que só encaro o Barra-Ondina de novo quando eu tiver um apartamento pra dormir do lado das Gordinhas ^^


00h16

Olho pro lado e Fudêncio (o cachorro daqui de casa) está tomando o último golinho da minha Fanta… ¬¬

// alisamento para crianças em blog de maternidade paulista gera discussão

13024840 copySaí do ócio virtual pra vir aqui me indignar com um post no blog da Maternidade Santa Joana, em São Paulo. Muita gente pode ter visto, ouvido falar do tal post, mas eu só tomei conhecimento do ocorrido hoje, quando recebi um e-mail do Correio Nagô com o seguinte título: “Post em blog de maternidade paulista estimula alisamento em cabelo de crianças para ‘deixá-las mais bonitas'”.

A postagem era de 16 de janeiro – era, porque a maternidade tirou o post da discórdia do ar. É assim: eu fui passando as postagens do tal blog e vi, por alto, que os assuntos abordados por eles parecem até bem pertinentes às mães, principalmente as de primeira viagem – mas não posso dizer com muita propriedade porque nem “comprei a passagem” da minha viagem ainda, quanto mais…

Imagino a quantidade de solicitações que esse pessoal não deve receber pedindo orientação para tudo na vida – relacionado aos bebês ou não. Mas tem uma coisa chamada bom senso que faltou ali. Vamos fazer uma análise rápida da coisa:

– Não tem um negro na imagem de topo do blog
– A menina do post do alisamento é negra, embora branquinhos, loirinhos, de olhinhos azuis também tenham cabelos “crespos ou rebeldes demais”, como eles mesmos dizem

E o post começa assim:

“Muitas crianças nascem com os cabelos crespos ou rebeldes demais” [É doença, é defeito de fabricação, é um problema, por acaso???]

E continua:

“Com a adesão cada vez maior às técnicas de alisamento, algumas mães recorrem a essas alternativas para deixarem as crianças mais bonitas” [Sim, claro, porque bonito é liso e sem sair um fio do lugar; o cabelo crespo natural é um negócio para ser limado da vida da criança!]

E outra coisa: quem, em sã consciência, alisa cabelo de criança, de bebê? Isso é coisa pra maternidade estar falando? E a identidade da criança, fica como?

Pronto, tenho mais nada, pra dizer, não. Era só isso mesmo.