// bicicletando em Londres

Antes de começar a escrever, pensei em não reclamar, em ser menos rabugenta só dessa vez. Mas o assunto não permite. Só uma reclamaçãozinha de leve: por que, minha gente, as pessoas no Brasil não conseguem colocar em prática soluções viáveis para melhorar o trânsito? Hoje eu entro num ônibus e, às vezes, tenho mais medo de ficar dentro dele do que em cima da minha bicicleta. Quando o motorista desce a Avenida Contorno no começo da manhã ou o viaduto da Rótula do Abacaxi no final da tarde, a oração começa com “Senhor, não faça com que esse ônibus despenque daqui” e acaba com “Ufa! Mais 24 horas”.

E aí a gente vai vendo que as pessoas até tentam, mas não se vê solução para o trânsito caótico nas grandes cidades brasileiras. E por aí a fora, a gente vai vendo as coisas funcionarem. Não foi um passe de mágica, mas estão aí para servir de exemplo. Só que ninguém segue…

Continuar lendo

// Meninas – "Brabas" – ao Vento

Já diziam as más línguas: Mulher de Bigode, nem o Diabo Pode… Pois bem. Uma certa Menina ao Vento, depois que pedalou de bigode, resolveu aderir ao ditado ao pé da letra…

Esta mesma Menina ao Vento saiu de casa no final de tarde de domingo. A TPM batendo no teto e a bicicleta balançando miseravelmente entre as pernas. “Ou essa porra desse pneu furou, eu eu tô mais lesada do que de costume…”, pensou a Menina (assim mesmo, com M maiúsculo), enquanto pedalava calmamente pelas ruas da Barra. De repente, uma “poça” verde e branca – pra não dizer “um mar”, porque aí seria dar muito IBOPE pros caras – surge na frente da criatura.

A Menina ao Vento deu de cara com uns 50 caras vestidos de verde e branco no meio da Rua João Pondé. Até pensou na possibilidade remota de que aquilo fosse o ensaio de uma escola de samba, dada a produção das criaturas. Mas uma frase desarmou o samba todo da historia:

– É um coroa, deixa passar – falou um dos seres de verde e branco.
Continuar lendo

// Otária, o motorista do buzu e o buraco do…

Ilustração: Coolkids

Asfalto. O buraco do asfalto! Tá. O asfaltamento de Salvador é um verdadeiro desastre, isso não é nehuma novidade. Três dias de chuva são suficientes para que o “tapete” se revele e mostra seu lado “montanha-russa de ser”. Para quem anda, normalmente, isso é notado quando o buraco no chão vira poça de água, quando torce o tornozelo num desnível  ou, simplesmente, quando enfia a cara no chão como se tivese um certo “amor à terra”.

Para quem dirige, o buraco é notado quando a conta da oficina chega. E para quem pedala, o buraco está simplesmente em todos os lugares. Às vezes, parece que a criatura que colocou o asfalto nessa cidade tinha um problema de foco, de coordenação motora, de senso de direção…

Ao mesmo tempo, o chão consegue ser torto, desnivelado e ainda ter uma vocação para quebra-molas “acidentalmente” instalados! Infelizmente, apesar da insistência dos cicilistas, pedalinos e afins na capital baiana, Salvador não parece muito a fim de se tornar a capital da mobilidade – também, acho que tô querendo demais, né?

Continuar lendo

// almodóvar de bike

Elena Anaya e Antonio Banderas, em A Pele que Habito (2011) | Foto: Sony Pictures

Almodóvar é um dos dos diretores mais polêmicos e – acredito – sensíveis do cinema mundial. As cores de Almodóvar, ouso arriscar, não passam de uma sensibilidade artística que tanto lhe renderam prêmios ao longo quase 40 anos de carreira – o primeiro filme do diretor espanhol, sem lançamento no Brasil, foi lançado em 1974 (Dos putas, o historia de amor que termina em boda). Exemplo disso são cenas marcantes, como o enterro do pai de Elena (Francesca Neri), em Carne Trêmula (1997); o drama de Mateo Blanco (Lluís Homar), cineasta que perdeu a visão em Abraços Partidos (2009), e passou a trabalhar como o escritor de pseudônimo Harry Caine; a loucura nem um pouco velada de Ricky (Antonio Banderas), recém saído de um simpático hospital psiquiátrico, em Ata-me (1990).
Continuar lendo

// oficialmente menina ao vento \o/

Pedal da Primavera | 27 de setembro de 2011 | Foto: Som do Roque

Pronto, gente! Agora eu já sou, oficialmente, uma Menina ao Vento! Aliás, vento, chuva… E devo isso a um monte de gente. Primeiro: Alane Virgínia e minha xará, Clarissa Borges, que me incentivaram a comprar minha bike! Ana Elisa, que me recebeu super bem no grupo Meninas ao Vento. Minha bike anjo Cyntia Oliveira, meu outro bike anjo, Duda, e todos os anjinhos do meu primeiro Pedal da Primavera! Gente, valeu, foi massa demais!
Continuar lendo

// curta uma bike \o/

Imagem: Divulgação / Curta uma Bike

Comprei uma bike! Tá, tecnicamente, ela ainda não é bem uma bike: são várias partes de uma esperando que eu encontre tempo para ir montá-la.

Mas, ainda assim, pelo menos em essência, é uma bike. Minha magrela tá atrás da minha porta há alguns dias. Desde então, passo por lá, olho para ela e faço direitinho todo o trajeto do Dois de Julho até em casa.

Hoje, comecei a fazer trajetos diferentes. Em mente, pelo menos. Interrompi conscientemente a minha odisseia no espaço chamada TCC – Transtorno de Conclusão de Curso – e fui assistir a alguns vídeos que concorreram no Festival Curta uma Bike ou uma Caminhada, promovido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro.
Continuar lendo