// ‘menino joel’ disponível online

Povo! Vocês lembram do filme / documentário Menino Joel? Aquele, o terceiro em que eu, essa manteiga derretida, esse depósito de lágrimas, chorei até dizer chega? Aquele que discute o assassinato do menino Joel Castro, de 10 anos, em Salvador, em novembro de 2010? Aquele garoto, vítima de um tiro na cabeça disparado por um policial militar baiano no Nordeste de Amaralina?

Pois é: depois de passar pelos cinemas, Menino Joel, dirigido por Max Gaggino e produzido por Rodrigo Cavalcanti, já está disponível na íntegra para quem quiser assistir online! Vai uma etapa vencida! =D

Para assistir, clique aqui. Vejam, compartilhem, espalhem esse trabalho por aí!

 

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// ‘Menino Joel’ chega ao cinema

Miriam da Conceição, mãe de Joel da Conceição Castro

O assassinato do menino Joel da Conceição Castro, de 10 anos, no Nordeste de Amaralina (Salvador), completa 17 meses em 21 de abril. Mas o crime que comoveu a Bahia ainda não tem solução. Mas a força da mãe Mirian da Conceição, a resignação do pai Mestre Ninha e a emoção do irmão Jeanderson Castro prometem emocionar o público e não deixar que se esqueça de um dos crimes mais chocantes dos últimos anos: Joel, que sonhava ser mestre de capoeira, como o pai, foi morto com um tiro na cabeça, disparado por um policial militar, dentro da própria casa, em 21 de novembro de 2010.

A história, que também figurou por semanas nas manchetes dos jornais, foi parar no cinema. Para o diretor do longa ‘Menino Joel’, o italiano Max Gaggino, o trabalho apresentado na quarta-feira, 18, para familiares e convidados, não busca apontar um culpado. “É um estudo que busca mostrar os motivos de tanta mortandade infantil em Salvador. Demos oportunidade a todos de se pronunciarem”, disse. Ainda segundo Gaggino, que se tornou amigo da família de Joel, o documentário recebeu apoio da comunidade do Nordeste de Amaralina. “A comunidade abraçou o projeto. Foi uma história que tocou todo mundo”, afirmou.

Ao longo de mais de duas horas de documentário, especialistas, defesa, Polícia Militar, Civil, amigos e familiares de Joel traçam a história do garoto, sob o pano de fundo do dia-a-dia na comunidade, o cenário de violência, ausência do Estado e negligência com as populações de bairros periféricos. “O sonho dele era chegar até um momento desses, de ser reconhecido. Infelizmente, foi de uma maneira triste”, desabafou o pai do garoto, Joel Castro, 43, que ainda aguarda o andamento do processo na Justiça. “Às vezes, é tão lenta que a gente cansa”, disse.

O documentário é o primeiro trabalho do diretor Max Gaggino que chega aos cinemas, e tem produção de Rodrigo Cavalcanti. A exibição para o grande público será divulgada através do site oficial e pela página no Facebook. A expectativa é que a estreia aconteça nos primeiros dias de maio.

Veja o trailer do filme:

// almodóvar de bike

Elena Anaya e Antonio Banderas, em A Pele que Habito (2011) | Foto: Sony Pictures

Almodóvar é um dos dos diretores mais polêmicos e – acredito – sensíveis do cinema mundial. As cores de Almodóvar, ouso arriscar, não passam de uma sensibilidade artística que tanto lhe renderam prêmios ao longo quase 40 anos de carreira – o primeiro filme do diretor espanhol, sem lançamento no Brasil, foi lançado em 1974 (Dos putas, o historia de amor que termina em boda). Exemplo disso são cenas marcantes, como o enterro do pai de Elena (Francesca Neri), em Carne Trêmula (1997); o drama de Mateo Blanco (Lluís Homar), cineasta que perdeu a visão em Abraços Partidos (2009), e passou a trabalhar como o escritor de pseudônimo Harry Caine; a loucura nem um pouco velada de Ricky (Antonio Banderas), recém saído de um simpático hospital psiquiátrico, em Ata-me (1990).
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// vamo cantar faroeste?

Meio desafinados, é verdade… Mas cantaram bonitinho! Faroeste é uma daquelas músicas que há muito tempo deixaram de ser feitas. Aquelas músicas que tinham uma história, que contavam uma história, e que não eram lembradas apenas pelo refrão… Aliás, Faroeste não tem refrão!
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// tudo terminou em 18.7

Foto: Clarissa Pacheco | 18.07.2011

Não deve ter sido tão especificamente no dia 18 de julho, mas há dez anos eu estava sentada no cinema para assistir ao primeiro filme da série Harry Potter. A sala estava quase vazia, assisti a Pedra Filosofal com mais três pessoas. Naquela época, três livros já tinham sido lançados e o último era tão difícil de imaginar quanto o metrô de Salvador é hoje… Li a Pedra Filosofal, a Câmara Secreta e o Prisioneiro de Azkaban com uma pena de acabar que só vendo. O cálculo era o seguinte: mais ou menos dois anos para cada filme. Eu ia esperar 14 anos para assistir ao último, para saber o que acontecia. Bom, demoraram 10 anos e hoje eu assisti ao desfecho final… =/
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// às margens do rio sagrado / water

Foto: Divulgação

As prateleiras de filmes sempre fizeram parte do meu dia-a-dia. Antes, as pilhas e mais pilhas de VHS. Depois, os DVDs surgindo devagarzinho, ainda tímidos. Hoje, a pasta de filmes no meu PC está lotada.

Me lembro de ter chorado em três das centenas de filmes que com certeza já assisti, entre os divinos e os lamentáveis. Me emocionaram Bambi (1942), Menina de Ouro (2004) e agora, com uma produção nada norte-americana, o canadense “Water” (2005), ou “Às Margens do Rio Sagrado”, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2007.
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