// aversão literária

Há umas duas semanas comecei a postar na coluna direita o livro que estou lendo. Uma dessas vontades que eu tinha de recomeçar a ler livros legais, coisas leves, que não dissessem respeito exclusivamente ao Regime Militar, como andei lendo por um bom tempo por conta do TCC. Acho que posso dizer que foram dias legais! Matei dois livros nesse intervalo – sendo um por pura persistência e outro por felicidade verdadeira, de tão bom que ele é (Minha Querida Sputnik, de Haruki Murakami).

Mas cá na minha sede de ler, ler, ler descontroladamente é que eu descobri porque nunca consegui terminar um livro sequer de Eça de Queirós. Cresci arrumando na estante lá de casa os livros do meu pai e da minha mãe pelas coleções. Da Série Bom Livro à Vagalume. E nessa primeira, me batia, volta e meia, com aquela ilustração monótona de A Ilustre Casa de Ramires, desse mesmo português de quem vos falo. Minha mãe repetia, todas as vezes que olhava para o livro, a seguinte frase: “Eu detesto Eça de Queirós”. Não sei bem porque, mas acho que entrou um pouco por osmose e realmente nunca tive vontade de ler aquele livro em específico.

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// Otária x Prefeito Patácio

Sábado, 6h. O despertador toca e Otária da Silva Sauro, “cidadã” soteropolitana acorda. O plantão já foi institucionalizado e Otária nem se importa mais em acordar cedo no final de semana. Toma café até feliz e vai pro ponto: 7h05. Otária tem que chegar ao plantão 8h e a editora do dia é nova. Tudo bem que as recomendações foram até boas, mas não precisa avacalhar e chegar atrasada logo no primeiro dia, claro…

Depois de 20 minutos, Otária achou que os ônibus estavam em greve. Saca o maxi-celular e dá uma twittada: “Cadê os ônibus de Salvador, prefeito?”. Mais 10 minutos e nada. Mais 5 e nada. Otária começa a fumaçar. Não é que o “Estação Mussurunga” não venha. É só que não vem nenhum, cacete!!

8h45 e vem o desgraçado. Claro que não é o Estação, porque ele não seria o primeiro MESMO! É o Aeroporto. Otária entra no buzu e se pergunta o que diabos faz num ônibus pro aeroporto, se ela vai pra Tancredo Neves… Entra calada, quase tendo uma síncope de raiva e paga os R$ 2,50 correspondentes ao assalto a mão armada promovido à revelia sob as bênçãos da administração pública… E lembra, com um risinho no canto da boca: “Bora, meu povo… TRANCA TUDO!!”

E aí que Otária decide dar vida ao Diário novamente e escrever uma singela cartinha ao Prefeito da Cidade. Cartinha, não. E-mail, que é mais moderno…

Bom dia, prefeito Patácio!
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