// eu, clarissa p., 23 anos, condenada em 67 países

condenaçõesJá pensou se você, inocentemente, descobre aos 23 anos que poderia ter recebido 89 condenações por cinco crimes em 67 países diferentes no mundo – isso tudo sem nunca ter pisado em nenhum deles? Pois é. Um aplicativo criado pela Anistia Internacional me mostrou, apenas fazendo uma varredura no meu perfil pessoal no Facebook, que eu poderia, sim, ser uma criminosa de primeira linha, digna de ser espancada, torturada, chicoteada, violentada sexualmente, perseguida, mutilada, presa e, por fim, assassinada por grupos extremistas.

A ferramenta “Trial by Timeline” tenta mostrar as leis severas a que muitas pessoas ao redor do mundo estão subordinadas. A ferramenta não apenas diz o crime que você estaria cometendo com base nas suas publicações na rede, como também lista as possíveis punições e a quantidade de “motivos/oportunidades” que você teria dado para recebê-las.

A parte boa é que a minha “ficha criminal” não seria suficiente para que eu fosse decapitada, morta a tiros, por injeção letal, apedrejada, enforcada ou condenada a trabalhos forçados – UFA!

Mas muito do que eu faço hoje, no meu país, naturalmente, seria motivo de fúria em lugares como Montenegro, Argélia, Turcomenistão, Myanmar, Kuwait, Qatar, Irã, México, Paquistão, Bangladesh, Tanzânia e Indonésia, por exemplo. Lá, eu definitivamente não teria durado muito…

Vamos aos detalhes da minha ficha de criminosa-com-89-condenações-por-cinco-crimes-em-67-países. De acordo com informações colhidas no meu Facebook, poderia ser assim:

– Pelo simples fato de ser repórter, eu teria sido espancada em Montenegro, torturada no Turcomenistão, perseguida na Tanzânia e, finalmente, havia grandes chances de que eu fosse assassinada por grupos extremistas no México. É, no México, aqui pertinho… O crime: ENVOLVIMENTO COM A MÍDIA.

– Essa é a parte que eu não posso mudar. Simplesmente por ser mulher, eu teria sido espancada na Argélia, torturada ou até assassinada por grupos extremistas no Paquistão, mutilada na Indonésia e, pior, violentada sexualmente em Bangladesh. Meu crime: MEU GÊNERO.

– Ainda na parte machista das minhas condenações: pelo simples fato de ter curtido a página do seriado ‘Sex and the City’, no Facebook, eu poderia perfeitamente ter recebido as famosas chibatadas no Irã ou ter sido morta por extremistas do Qatar. O meu crime nesses dois países seria o mesmo: SEXO ANTES DO CASAMENTO.

– Somente a audácia de possuir uma conta no Facebook, aliás, poderia me colocar em maus lençóis. Em Myanmar, eu poderia sofrer tortura e ser presa por “EXERCER PACIFICAMENTE O DIREITO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO”.

– Por último: sabe aquela cervejinha do final de semana, aquela taça de vinho em casa, com os amigos, o bom e velho cravinho no Pelô ou o famoso Príncipe Maluco do Rio Vermelho? CONSUMIR ÁLCOOL é proibido para moças no Kuwait – onde eu seria presa ou até assassinada por extremistas – e no Qatar, que me aplicaria chibatadas.

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Tá bom, gente? Não tá, não. Para descobrir se você é um@ criminos@ tão perigos@ quanto eu, vai lá no site da Anistia Internacional.

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// eu quero!

troca-livros

Alguém aqui lembra dos velhos “Clubes do Livro”? Aqueles que você escrevia uma carta e distribuía para um monte de gente, com um livro pra cada. Daí cada pessoa que recebia a carta passava adiante também com um livro e assim sucessivamente? Pois é, é a corrente de antigamente. (E agora fiquei em dúvida se o nome disso era Clube do Livro mesmo).

Hoje vi circulando pelo Facebook uma espécie de “corrente do bem”. Diferente daquelas que prometem morte-azar-doença-e-todas-as-desgraças-possíveis-da-vida-se-você-não-compartilhar-com-70-pessoas-entre-os-seus-contatos. Nesse caso, vence o mais rápido.

A primeira mensagem que vi oferecia livros, depois vi algumas que falavam de presentes, de um modo geral. Mas como eu me animei com o primeiro, vale a do livro. A mensagem, compartilhada pelo Facebook, é a seguinte:

As cinco primeiras pessoas que comentarem “eu quero” nessa postagem ganharão um livro de presente em algum momento desse ano. O livro será o que eu escolher, com a cara de quem receber, mas quando, qual e como serão decisões minhas. Talvez eu apareça, talvez eu mande por correio.

O único critério para ganhar o livro é que, antes de responder, você publique a mesma proposta no seu mural, oferecendo livros para cinco pessoas.

Quem não oferecer pros amigos, não ganha!

Foi dada a largada? Gostei da Corrente do Bem! hehe Tá lá no meu mural 😉

 

// um app legal de vez em quando

Ok, eu realmente não ando clicando em nada do Facebook que venha com a tal da frase “Create your own”. Mas esse é legal e conseguiu juntar coisas interessantes e frases realmente verdadeiras, tipo “Salvador está me matando”…

O app se chama “Shaker – My Album Cover Generation” e oferece várias opções de capas, vários gêneros musicais e vários títulos, alguns bem divertidos:

Para fazer o seu, clique aqui!

The Facebook

Eduardo Saverin e Mark Zuckerberg - os bastidores da ciração do Facebook

Dois americanos e um brasileiro. Resultado: 22 mil acesos em duas horas que derrubaram a rede de internet no território intelectual mais respeitado dos Estados Unidos: a Universidade de Harvard. E menos de seis meses depois, estava criado o Facebook, o maior site de relacionamentos do mundo, com mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo. De fato, não se consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos.
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